Após a brisa…
Quando eu tinha uns quinze anos, emprestei o livro Polyana na biblioteca da escola. Na verdade comecei pelo Polyana Moça e depois li o primeiro. Foi bem interessante na época a ideia do “jogo do contente” como uma forma positiva de encarar as coisas. E essa leitura ajudou no processo de eu me tornar uma pessoa tão otimista.
Mas o tempo passou…
E nesse tempo algumas coisas em mi mudaram. Não. Eu não comecei a obedecer a ordem das coisas. Assisti primeiro a oitava temporada de “Friends”, comecei a ler “Diários do Vampiro” pelo quinto livro, e a série “Harry Potter” por “A ordem da Fênix”.
Mas não vejo mais com facilidade o ato de colocar o otimismo no comando de tudo, por mais que eu insista em olhar o lado bom das coisas.
Mas a vida acontece
De forma cruel na maioria das vezes
E a gente se quebra de diversas formas possíveis
E acaba percebendo que o otimismo é um excelente guarda-chuva em um furacão.
Ele não é o suficiente…
Por mais que a gente insista em usá-lo, ele não vai funcionar muito menos contribuir para sua sobrevivência!
E nessas situações, o realismo é o melhor a ser usado.
De que forma?
Eu respondo: quem é que sabe?
Espero aprender logo, para conseguir lidar com as diversas tempestades que tenho que enfrentar uma após outra em meus dias.
Pode ser que eu aprenda a lidar, mas existe uma enorme possibilidade de eu piorar tudo de vez.
Mas tenho a consciência disso, e vou colocar de lado o “tudo vai dar certo” por um “esteja pronta, pois tudo pode desmoronar”.
Dizem que em um furacão o lugar mais seguro é no meio dele. Quem sabe eu não consigo chegar até lá inteira…