O medo de errar

Família, sociedade, escolas e universidades costumam balizar a todos dentro do que é considerado aceitável, normal. A própria classificação de normal embute em si limitação. Impressiona o fato de ensinarmos durante o primeiro ano de uma criança a falar e andar, mas depois a calar-se e enquadrar-se.

O erro é abominado no geral, e por isso tantos o temem. O problema disso é que se não estamos prontos pra errar, não produziremos nada de fato original. A criatividade depende da tentativa e erro, dos protótipos, dos testes e reformulações, de pensar além da maioria, fora da caixa. Para uma mente verdadeiramente criativa nem sequer existe noção de limites. Ela é livre e se expande de forma infinita.

Aprender a corrigir os erros gera experiência. Um especialista é aquele que já se equivocou em todos os detalhes possíveis em uma área bem específica. Uma equipe criativa dentro de uma empresa compreende que o erro faz parte do processo. Muitos produtos tradicionais de hoje surgiram de problemas no processo, como o vinho, queijos, champanhe e mesmo o pão. Sábio foi a pessoa não dispensou esses produtos, mas soube reproduzir o método novamente.

Sendo assim, por que deveríamos temer tanto o erro? Não deveríamos.

Por Bruno Faro | www.brunofaro.com.br

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