A grande treta do final de semana

Feriadão prolongado. De quinta, dia das crianças e de NSAparecida, a domingo.

Movimentação intensa. E para a cena de música autoral jundiaiense, uma treta enorme.

Na verdade, a coisa já começou quente na quarta feira, com a última apresentação do grupo Choro da Serra no projeto Cozinha Musical, do Sesc Jundiaí. A banda mostrou a um público que aplaudiu de pé composições de seus integrantes e do convidado de honra, mestre Zé Barbeiro. É o samba pedindo passagem na cena criativa local.

Grupo Choro da Serra, no SESC Jundiaí — Foto de Renato Bonicontro

Na sexta, no meio de um feriado que jogava lá embaixo qualquer expectativa, a cena rocker local abriu os braços para o show do Power (com P maiúsculo mesmo) trio Gasoline Special, abrindo para os Autoramas, no Sesc. Foi emocionante. Para todos.

Gasoline Special no Sesc Jundiaí — foto de Emerson Henrique

No sábado, a rapaziada que anda “ocupando ”o Bar do Bilé voltou para mais um evento no boteco. Ocupando porque a paulada lá é asim mesmo: leva p.a., leva bateria, leva amps… e senta o pau no democrático boteco. Cinco bandas se apresentaram: Hiroshima Bunker, Ares V, Artigo 5, Red Tapes e Take A Shower With Me.

Bar do Bilé sábado, foto de Tati Silvestroni

Domingo, alem de uma linda ocupação eletrônica na Ponte Torta, com DJs tocando para uma galera muito bacana e as projeções dos Estratosféricos, o Yellow Pubmarine, uma das poucas casas de show da cidade, abriram espaço para os criadores em mais uma edição da noite que chamam de “Festival de Bandas Autorais”. Não é uma festival e o nome é quase um anagrama do slogam do Festival Amplifica, do Sesc Jundiaí. Mas o que importa é que tem gente tocando lá tambem. Desta vez meu Burt Reynolds, os Red Tapes e Tehemim.

Resumo da ópera: após anos de abertura de caminho na base do facão, os braços estão sendo abertos para a turma que faz seu som (e bem) na cidade: O Sesc, que assumiu de vez o posto de grande furacão cultural da cidade, deu importantes passos abrigando artistas locais.

A rapaziada das bandas tomou pra si a produção de eventos e tenta na unha manter o Bilé no circuito do rock.

Casas de show que antes eram exclusivas para noites temáticas e covers, abrem espaço, estrutura e bilheteria para produções autorais.

Falta muito ainda. Tão querendo proibir a Ponte Torta. Falta a profissionalização dos artistas, faltam mais bandas com uma boa base de público local…

Mas estamos chegando lá. Vamo que vamo que o som não pode parar!

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