Sagrado Feminino: o que é isso, afinal?
Maria Gabriela Saldanha
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olá, maria!! eu gostei do seu texto, tão detalhado e cheio de explicações. precisamos de pessoas que sabem colocar em palavras uma prática que tem acontecido entre mulheres. mas gostaria de ponderar pequenos pontos, praticamente dos parágrafos iniciais. mas antes, preciso mesmo ressaltar que te escrevo para contribuir, para que possamos buscar espaços de mais diálogo e entendimento. talvez vc já tenha, inclusive, avançado na questão que vou te colocar e, se assim for, por favor, compartilhe comigo. tenho muito interesse no assunto. um texto que começa chamando de “rasa” uma crítica recebida já começa meio torto, fechado à ouvir… eu participo de alguns encontros do sagrado feminino e tenho ouvido críticas muito pertinentes que acredito que tenhamos que ouvir, olhar para elas para poder crescermos. embora o sagrado seja uma tradição, ele é construído e mantido por nós e é passível de transformação. ficar comparando o sagrado feminino com o feminismo que tem reverberado nas redes sociais não leva à nada. não estamos um passo à frente de ninguém, caminhamos de modos diferentes apenas. eu tenho ouvido mulheres negras falando que não se sentem convidadas ao sagrado feminino, embora, conceitualmente, não haja nada que as exclua. mas quem pratica do sagrado feminino somos nós e levamos também para nossos encontros nossos hábitos racistas, excludentes. tenho sentido a ausência das mulheres trans. não as vejo nos encontros, não falamos delas. como o sagrado feminino conversa com elas? fiquei pensando que, talvez, os grupos que eu participo é que enfrentam essas questões, talvez eles não se abriram pra esse debate, mas não, também não vejo essas questões reverberando nos textos e nas conversas sobre o sagrado. eu entendo que essas críticas não rasas e que devemos abrir também para essas manas o maravilhoso que aprendemos com o sagrado feminino.

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