Diretor de Tropa de Elite lança novo filme no Brasil após passar pelo festival de Berlim.

Chega aos cinemas brasileiros no mês de abril o novo longa do diretor brasileiro José Padilha, meses após dividir opiniões no festival de Berlim.

Ambientado no oriente médio, o longa, de orçamento baixo para os padrões hollywoodianos (25 milhões de dólares), retrata um conflito real ocorrido no final da década de 1970 na cidade de Entebbe, Uganda, com o sequestro de um avião da Air France com ao menos 95 reféns israelenses em troca da liberdade de presos palestinos.

Padilha conheceu a história através de um livro e após ler o roteiro de Gregory Burke foi a Israel apurar a história e resolveu apostar. De orçamento baixo para uma produção americana, 25 mi, Padilha apostou em um elenco com nomes de peso, o que ele não nega ser um bom meio de divulgação do longa. Pode-se esperar de 7 dias em Entebbe um filme cheio de metáforas, com paralelos entre o conflito de Israel-Palestina e dança contemporânea.

Além de estrelas como Rosamund Pike, muito elogiada por sua atuação no filme, Padilha também se valeu de brasileiros de peso na produção, como o diretor de fotografia Lula Carvalho, por trás de títulos de sucesso como Bingo, o editor Daniel Rezende, que trabalhou em longas premiados como Cidade de Deus e O ano em que meus pais saíram de férias e Rodrigo Amarante por trás da trilha sonora. Todos eles já trabalharam com Padilha em produções anteriores.

Em sua jovem, porém extensa carreira, Padilha alcançou o estrelato retratando temas polêmicos. Desde o aclamado documentário sobre a tragédia do Ônibus 174 até o indiscutível sucesso de bilheterias Tropa de Elite, o diretor sempre tratou de temas espinhosos como a violência. No mercado internacional, já fez trabalhos como Robocop e a série Narcos, para a Netflix, onde atualmente tem seu nome entre os mais comentados por conta de sua nova série, O mecanismo, inspirada nas investigações da operação Lava Jato.

Conheça a filmografia e demais trabalhos de José Padilha aqui.

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