Uma e quarenta e um, vinte e dois de agosto de dois mil e dezesseis.

Acordo tossindo. Penso em fumar novamente. Mais uma hora prometo não fumar. Hora? Sim!

Afinal não conseguia cumprir essa promessa. Embora várias já tivesse cumprido, essa fadava ao fracasso.

Tentar e tentar. Fadar e recomeçar, eis a vida até finalizar.

Há quantos anos fumo?

Há quantos quero parar!

O que fiz para isso?

E minha garganta? Ainda dói!

Penso ser tabaco.

Apesar de ter diminuído de 20 ao dia para uma média de 6 por dia.

Adesivo, comprimido – testarei.

O que será? Não sei!

Mas a garganta? Há, na garganta há saúde! Há luz verde. Há energia revertida. Há regeneração.

Pois de hoje as exatas uma e quarenta e cinco me acordo e torno a firmar. Só por mais uma hora.

Daqui para frente escreverei toda vez ir tentar fumar. Tentar r tentar. Reanimar e não parar.

Vai.

Sei que não é fácil, falo comigo mesma. Deflagro-me em alguns minutos de nostalgia, pensando e pairando em jantas vezes determinei. Meu medo de falhar, e o que me faz nao tentar. Para talvez ser auto-sabotagem.

Meu amor me falha, meu peito sufoca. Quanto medo de falhar. Por isso tornava a acender e fumar outro.

As cervejas me ajudam a querer, hoje consegui canalizar e me saí bem. Foram os 6 diários e não ultrapassei.

M consolo com a auto-sabotagem e ainda crio desculpas para apoia-las. Que falsidade. Que fraqueza. Quanto medo.

Sou ser humano. Erro. Mas agora tentarei. 4 minutos se passaram.

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