I (heart) Medium

Se jogue e mergulhe! Crédito: www.fashionbubbles.com/

“Se eu visse feed, já teria deletado meu Facebook faz tempo”. Quem me conhece provavelmente já me ouviu falando isso e não foi pouco. Sim, é verdade: eu não vejo feed/timeline. Aquele hábito comum de ficar dispersamente rolando o dedo (no celular, tablet ou mouse) não faz parte da minha rotina. Tenho plena ciência de que, por conta dessa prática (ou da falta dela), acabo perdendo coisas bacanas, que poderiam me interessar, mas tenho certeza que também evito muitas coisas desnecessárias e não perco tempo (que nos é tão caro) com bobagens.

O Facebook ainda é o lugar onde a imensa maioria das pessoas, marcas e veículos estão. A rede tem sua utilidade, claro. Nela já fiz amizades, expandi meu networking, criei e participei de eventos, gerencio as fanpages atreladas ao site do qual sou editora-chefe, o Cinemascope, mantenho contato frequente com quem acompanha meu trabalho com cinema, enfim, inegável que a rede do Zuck faz parte da nossa vida de forma quase onipresente há anos. Mas ás vezes é empolgante quando você olha pro lado e vê uma coisa nova, algo como o MEDIUM.

Lançado em agosto de 2012 por Evan Williams e Biz Stone, os mesmos criadores do Twitter e do Blogger, o Medium chamou minha atenção primeiramente quando li uma publicação de um amigo, sobre a televisão brasileira atual e os rumos que ela estava tomando. O gancho foi a comentada contratação da Xuxa pela Record. Pouco tempo depois, quando estava em Buenos Aires na casa de outra amiga querida, topei de novo com o Medium, já que ela havia estreado há pouco na plataforma. Pois bem, resolvi colocar aqui algumas coisinhas e, rapidamente, troquei as horas gastas nas outras redes sociais e por um tempo considerável do meu dia vagando por aqui, de um texto para o outro, de uma descoberta a outra.

Resolvi elencar alguns motivos pelos quais me apaixonei por este espaço, seguem:

  • Plataforma amigável: intuitiva, clean e funcional, é bem simples e rápido se familiarizar com os recursos e a linguagem (mas sempre dá pra melhorar, é claro).
  • Profundidade: os textos geralmente são mais longos e aprofundados. Com boa argumentação e insights bacanas. Me parece que os autores realmente se importam com a qualidade do que estão tornando público.
  • Sinalização: legal esse recurso que marca o tempo da leitura. Foco no que realmente interessa: conteúdo. Sem outros recursos para desviar a atenção do leitor (como pirotecnia de imagens, gifs e afins).
  • Ética: me causou surpresa notar como os autores costumam respeitar os créditos de imagem. Pode parecer óbvio, mas infelizmente é muito comum nos depararmos com publicações sem os devidos créditos de imagem.
  • Autonomia: ao contrário do Facebook, por exemplo, o Medium ainda não foi dominado pelas marcas e veículos de imprensa. O que vi por aí e acompanho são perfis muito bacanas de livrarias, editoras, sites diversos de literatura, etc). Ponto positivo: a plataforma dá mais visibilidade para autores, pessoas avulsas, comuns, com ideias próprias, que produzem conteúdo compartilhado sem censura prévia. Soa mais democrático.
  • Estatísticas: básico e direto. As informações disponíveis para os autores acompanharem o alcance de suas publicações são claras.
  • Criatividade: com uma curadoria editorial, aliada a uma combinação de algoritmos, os posts são espalhados com base em interesse e engajamento, a partir das “recomendações”. Ou seja, os conteúdos se destacam realmente por sua qualidade. Momento indicação: um dos primeiros textos que li no Medium e que me fez seguir sua autora, Carol Patrocínio, foi a respeito da cultura do estupro e a jovem participante do Master Chef Junior, vale a pena!
  • Feedback: são recebidos semanalmente por email uma visão geral do desempenho dos seus textos, bem como notificações de quem passou a te seguir ou recomendar seu conteúdo. De forma discreta, esses envios não se tornam invasivos e insistentes. Não dá raiva.

Em fase de crescimento aqui no Brasil, é animador ver o uso que as pessoas estão dando para a plataforma e quanta coisa boa está sendo produzida. Fica o convite para quem quiser, assim como eu, mergulhar nessas águas.