POEMAS, POETAS, POESIAS

Jp Santsil
Dec 14, 2019 · 2 min read

Vozes, vozes, vozes…
Há mil, milhares de vozes
Querendo muito dizer, sem nada entender

Sussurros, sussurros, sussurros…
Vozes em tom muito baixo
Cochichando a vida alheia, no furo da orelha

Gritos, gritos, gritos…
Vozes em tom muito alto
Desespero de um ser irritado, ruído de pirado

Vozes, vozes, vozes…
Baixo ou alto
Grave ou agudo
Muito ou pouco
Tudo ou nada

Pronunciando inúmeras, inúmeras palavras

Palavras, palavras, palavras…
Flechas lançadas pelo arco boca
Erguidas por braços fortes e abraços construtores da Imaginação
Benditas por santos guerreiros denominados Sentimentos
Irradiadas e intensificadas pelos sacerdotes das Emoções

Emoções, emoções, emoções…
Ações e inspirações do bem-mal de um indivíduo
Possuído de sensibilidades em suas metas
Que tem o dom de aprisionar e perpetuar
Um momento de alegria ou tristeza
Nas entrelinhas de uma folha de papel
Suposições de tudo que há na terra ou no céu
Fontes de energia de todos aqueles chamados Poetas

Poetas, poetas, poetas…
Homens e Mulheres revolucionários, evolucionários e nacionalistas por natureza
Mobilizados pela arte de transformar o mundo
Seres combatentes que vertem sangue. Tocam fundo!
Com suas poderosas espadas esferográficas
Com suas eficientes catapultas de datilografar
Ou na tela atômica caleidoscópica do seu radioativo computador
Causando diversas ideias no preenchimento do vazio de algum lugar
Com os mais variados temas: sobreposições e sobrexposições
Revelando beleza no invisível atraente
Despertando Amor na pessoa inocente
Gritando protestos no sistema indigesto
Dizimando saudades no viajante que parte
Seduzindo corações rancorosos com os mais lindos poemas

Poemas, poemas, poemas…
Refletido ao coração pela anarquia de uma invasão de pensamentos-sentimentos
Instrumentos inimigos do aliado tempo
Realidade amante do Engodo e mera Fantasia apaixonada da Verdade
Que passeia nos campos floridos da criatividade
De todos aqueles, ou destas poetas
Que plantam e nem sempre colhem felicidades
Despindo a mentira, encobrindo a verdade
E que fazem da poesia sua única e doce liberdade

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Onde me manifesto… sou como o entardecer, onde o vento passa ao silêncio da morte e as árvores vibram ao ver passar. Se não me manifesto… no nada tudo serei.

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