Visão UM

Jp Santsil
Feb 16 · 2 min read

Espiritualmente abalado por preocupações mundanas, tentou relembrar dos velhos e doces momentos de sua inocente adolescência. Não sabia como tudo veio a estar assim, tão frio e cinzento. Naqueles instantes de vida, tudo perderá a cor. Tempos de monotonia entediante. Vivia em constante espera… ansiava pelo sagrado em si. E, almejava a Magia Mística que lhe presenteasse com a mais bela maravilha do SER.

Lembrara-se da visão que teve na infância, enquanto brincava de bola com seus coleguinhas na Rua dos Escombros. Essa rua tinha esse nome, pelo fato de ter muitas ruínas de casas velhas e abandonadas, e terrenos baldios. Estava a brincar de bola, em que seus coleguinhas adiantaram-se correndo pela frente, ficando ele para trás. Quando avistou, em meio caos acinzentado e cheio de limo dos escombros de um prédio abandonado, dois seres inefáveis, de um azul sublime, com listras e enfeites multicoloridos e encantados. Então, curioso, fora andando por entre os montes de entulho de cimento e vigas de ferro, e, atrás de uma coluna arruinada, se pôs de pé as escondidas perscrutando o que esses dois seres encantados faziam.

Nisso! Ficou surpreendido ao ouvir um dos seres dizer ao outro:

— Sabe! O menino atrás da coluna… — ao ser chamado atenção, a outra criatura encantada virou o rosto para pilastra danificada, enquanto o mesmo continuou a dizer — …ele é especial.

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Onde me manifesto… sou como o entardecer, onde o vento passa ao silêncio da morte e as árvores vibram ao ver passar. Se não me manifesto… no nada tudo serei.

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