*
o abraço dela era um punhal
no qual
eu queria mergulhar
meu peito.
as pontas dos dedos
feito navalha
e aquele afeto feito
de migalhas
que eu vorazmente devorava
com os olhos,
com a língua,
pelas narinas.
eu jamais lhe faria
juras de amor.
sucumbi a uma paixão
silenciosa, mendiga e suicida
como quem lê contos de fadas
e irrompe em lagrimas em cada
"felizes para sempre,
Fim."