Como você encara a vida?

Algumas pessoas me dizem que encaro a vida de uma forma diferente. Talvez pelas opções que faço, ações que assumo ou minha postura em relação à vida em geral. Certa vez, me perguntaram qual era o meu propósito de vida — uma daquelas típicas perguntas a que você responde em uma entrevista ou em alguma dinâmica. Para responder essa pergunta, acredito que eu apresento uma postura diferente, de fato, porque sempre me pareceu fácil respondê-la.

Ser o melhor de mim.

Não, não é uma frase inventada daquelas que pegamos na internet. Essa afirmação realmente faz sentido para mim, mais que o mundo faz sentido aos meus olhos. Como já dizem…

“Somos previsivelmente irracionais” — Dan Ariely

Adotar essa frase como uma verdade ou como um mantra exige uma série de desdobramentos em relação ao meu comportamento e a minha postura quanto às circunstâncias da vida. É sobre um desses desdobramentos que queria falar hoje.

No momento ou a partir do momento?

Recentemente, ouvi um podcast do jornal Nexo sobre o papel do crítico de cinema e como ele se encontra frente à dinâmica social atual. Recomendo que ouçam, porque ele vai além do que escrevi aqui.

Um dos pontos falados é sobre o papel da análise que o crítico especializado fornece. Atualmente, podemos, em uma busca rápida e fácil, ver em quantas estrelas um filme foi avaliado, quantos comentários bons ele teve e se nossos amigos acham que vale a pena vê-lo. Esse não é o papel da crítica profissional.

Como os profissionais convidados para o podcast dissertam, o papel do crítico vai além do momento do prazer que é assistir a um filme. Municiando-nos com uma interpretação além do facilmente perceptível para nós, o crítico nos agracia com uma nova visão e possíveis discussões a serem feitas a partir do filme. O crítico, aquele que aprecia ou aquele que pondera, não está ali para dizer se vale ou não a pena gastar em torno de vinte reais e duas horas para ver um filme. Ele está ali para nos guiar em um novo caminho a partir do filme. Esse é um ponto em que podemos nos aprofundar.

3 P’s da vida

Atualmente, levando em conta esse tipo de situação do crítico, nós encaramos a vida como um compilado de momentos ou como uma história construída por pontos críticos de crescimento?

Queremos que nossos momentos sejam apenas momentâneos ou que tenham significado atemporal? Queremos que eles sejam apenas fotos de nossas vidas ou que sejam pontos de partida para mudanças e crescimentos em nossas histórias?

Como seres humanos, somos impulsivos, e, por isso, valorizamos em damasia o prazer no curto prazo. Pouco ponderamos sobre as oportunidades além das opções apresentadas.

Por vezes, abrimos mão de um caminho de crescimento em troca de um instante que talvez traga mais prazer momentâneo.

As escolhas que fazemos são as melhores, verdadeiramente, para as nossas vidas? Ou estamos apenas sendo levados por nossos impulsos, sem parar, pensar e ponderar?

Por que?

Por que eu escrevo esses textos? Consigo tirar muito mais prazer em outras atividades que duram o mesmo tempo que levo para os escrever. Mesmo assim, opto por dedicar meu tempo a rascunhar uma ideia, pensar as implicações desses questionamentos e como eles se refletem no contexto que consigo enxergar.

O que eu ganho no tempo que demoro para fazer isso? Nada.
O que eu ganho a partir do momento em que termino? Um novo capítulo de crescimento na minha vida.

Nem sempre tomei atitudes como essa ou como as que defendi nesse texto. Quando olho para trás, me arrependo de não ter tido esse comportamento. Isso só demonstra que podemos mudar e temos esse poder de decisão sobre nossas vidas. Podemos optar ser o melhor de nós mesmos. Só temos que ter coragem e resiliências para assumir as responsabilidades que esse tipo de decisão traz.

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