Existem alguns temas que a gente escreve pra se sentir impressora:

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Eu gosto de pensar que tenho duas musas: a que me inspira e a que me liberta.

A musa inspiradora é doce. Transborda o coração. Às vezes é lagrima. Às vezes é poesia. Ela vem dizer das coisas belas da vida — e das não tão belas assim. Pede licença pra esse mundão insensível para proclamar a sutileza. É tímida, mas faz uma leitura da vida que é única. Quando ela fala, meu coração aquece e minha mão desliza, redigindo seus sentimentos e observações carinhosas do caos que vivemos.

A musa libertadora é agridoce. Faz o coração doer pra depois deixá-lo leve. Às vezes é lagrima. Às vezes é poesia. Ela vem dizer das coisas confusas da vida — e das tristes também. Pede licença pra esse mundão insensível para proclamar a sua dor. É rabugenta, mas faz uma leitura da vida que é necessária. Quando ela fala, meu coração acelera e minha mão enrijece, redigindo seus sentimentos e observações libertadoras do caos que vivemos.

Caro leitor, confesso que não sei encerrar este texto. Acho que ambas me visitaram só para que eu contasse ao mundo a existência delas e — na hora que mais preciso — me abandonaram. Mas fico grata que o fiz.

Era preciso que eu reconhecesse a existência e a importância das duas. Nem toda redação fala de amor. Nem toda redação sobre amor precisa ser feliz. Nem todo pensamento negativo é, de fato, algo ruim. O belo e o necessário devem caminhar juntos para que a alma livre consiga se expressar sem se sentir enjaulada.

Como disse, existem alguns temas que a gente escreve pra se sentir impressora:

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Mas este eu vou guardar com carinho.

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