Depois de 5 anos como "dono de casa", percebi que nenhuma mulher nasceu para ser "Amélia"
Cassius Gonçalves
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Poxa, quanta coisa legal pra destacar! Interessante observar o casamento como instituição que oferece determinada estrutura para relações contratuais, de poder e de subjugação de um gênero. Você bem destaca que a união entre duas pessoas que assim o querem é uma coisa. A superestrutura que coloca as mulheres em patamares subservientes é outra discussão distinta e precisa ser amplamente problematizada. É louco de imaginar que existem sim, mulheres que foram atadas, que tiveram seus sonhos interrompidos e vivem a prisão da relação, da dependência e do fantasma que fizeram de si. Por formação, não posso acreditar que são meras escolhas, as relações de poder penetram de tal forma nas relações sociais que alguns padrões realmente ficam incutidos.

Também gostei do seu destaque às pautas feministas e sinto o mesmo incômodo com a ala mais radical do movimento que se fecha, algumas vezes, até mesmo para o diálogo.

Adorei a pauta, os apontamentos teóricos e a sensibilidade!

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