Pare o relógio que eu quero descer

Há dias em que a minha ânsia de viver é atropelada pela passagem das horas e mal consigo respirar. A ansiedade parece ocupar todos os espaços. Todos os momentos. O relógio acelera conforme a minha pulsação. Ouço o tic-tac e emudeço, rogando por algo que me ajude a desacelerar os minutos. Todos os meus sonhos são substituídos por medos, por angústias, por sensações que desabrigam a alma e o corpo passa a não ser morada mas asilo da dor.

Quero poder sair um pouco de mim. Provar outras existências. Amanhecer rio ou flor. Entardecer nuvem e dormir passarinho. Sonho dissipar a matéria e me fazer chuva ou vento para soprar pétalas…

Em dias assim, temo a saudade e sua mania de me fazer querer recuar no tempo para reviver meus melhores momentos, meus melhores sentimentos. Amizades e amores. Beijos e sorrisos.

Fujo para o passado e peço “me segure?”

Temo me atrasar para o futuro pois prefiro o instante sem nome, sem lugar no Tempo, onde posso ser tudo que há em mim e o indefinido de cada momento.

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