Explosão


Eu sou explosão. Mais do que apenas a chama do fogão, mais ainda do que a lava do vulcão — eu sou explosão. Acabo com o teu chão, destruo tua casa; me desculpe por isso, mas eu entro em combustão. Eu solto faíscas pelas ruas, fogos de artifícios pelos céus, até chegar aos teus pés e voltar me arrastando para a casa que formou teu colo; mas eu explodo — e também queimo você, porque nada em mim foi feito para ser calmaria, eu já tentei… Já até provei o gosto da água com açúcar e ela só me fez querer tomar mais tequila, e, então: eu explodo — mas juro que sou boa… juro que quando não estou queimando as pessoas ao meu redor, estou ajudando a fazer os remendos e curativos. Juro, até, que toco em água santa para curar os danos feitos, que benzo e rezo só para não criar cicatriz. Não fiz por mal, sabe? Mas você conhece a chama: difícil de controlar, viciante de se ver.

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