Eu sempre acreditei que cometer bobagens fosse uma forma de aprendizado. Aliás, eu não acreditava, eu ainda acredito!

Nada superficial demais é lembrado. Você se lembra da primeira vez que apagou suas velinhas de aniversário? Mas se tivessem enfiado sua cabeça no bolo, você lembraria.

Nós sempre lembramos dos porres, dos foras, dos enganos. Então, dê um toco no seu guarda-chuva, deixe para trás os sapatos que apertam seus pés e comece a andar descalço na terra molhada. Bata palmas na rua e veja qual portão irá se abrir. Deixe pra lá as certezas, duvide da seriedade e deixe seus medos se dissiparem com um sorriso. Assombre seus fantasmas e grite com o espelho sobre coisas que vem à sua cabeça. Seja uma música ainda sem letra. Leve uma folha em branco para passear e se reinvente, se isso te deixar melhor! Chore nos comerciais de margarina. Esqueça das segundas intenções e impere às primeiras. Esqueça o nexo, evite o contexto e pague o preço de ser diferente. Ame sem pedir contrato, namore sem esperar um casamento, se case com aquele amor à primeira vista, beije por beijar…
Não acorde cedo. Não chegue em seus compromissos no horário. Fale palavrão. Não transforme suas lembranças em “Se’s”.