Falando de Perda (cafona!)

Por que o valor vem após a perda? Acho que essa é a característica mais imbecil do ser humano: perder pra valorizar.

Há pessoas que vivem “abuletadas” em uma poltrona vendo a vida passar. Elas não se importam com o ontem, nem com o hoje, muito menos com o amanhã. Elas só ficam lá… “abuletadas” na poltrona, achando que estão vivendo enquanto só existem.
Ficam tanto tempo na mesma posição que o sangue nem circula mais. Param de sentir qualquer coisa: um toque, uma sensação diferente, uma emoção inusitada.
Imagino que seja como uma sensação de quase morte, mas sem emoção; sem aquelas histórias legais de espíritos, sabe?
Até que um belo dia alguém entra aos gritos na sala, tirando ela da zona de conforto, daquele estado de quase morte. Resumindo: da sua poltrona, e diz:

- “Esta poltrona está velha. Vamos tirar ela daqui!”.

É exatamente nesse momento que ela começa a dar valor a poltrona companheira que ficou lhe sustentando, “abuletada”, dias e dias, e porque não dizer, anos e anos, na mesma posição.
A poltrona até se moldou a sua bunda! Elas passaram a se complementar. Mas tudo bem, porque, até então, isso não fazia diferença para o fulano. Na real, ela acha o máximo todo o lance do “se moldar” independente de qualquer coisa. Se perguntarem: “como isso aconteceu?”, ela vai dizer: “foi o tempo!” (“tempo, sabe? rá rá rá). Só que há um “detalhe”: a poltrona foi tão usada que hoje, por mais que tenha toda a questão do “formato da bunda”, já não serve mais. E, a culpa não é da qualidade do produto, e sim, da má utilização. 
Ela não soube apreciar, não soube valorizar o conforto que a poltrona proporcionou e perdeu.

É… 
Quem não cuida bem, fica sem! Na verdade, a poltrona foi para uma loja de móveis usados, onde será restaurada e voltará ao mercado sem qualquer dano.

Em relação ao “masterfucker”, é legal ele tentar moldar aquela bunda mole em uma cadeira dura, quem sabe assim passe a valorizar mais o momento ao invés de deixar tudo para depois, e colocar a culpa no tempo.

Se atentar aos detalhes é a palavra chave!