Ter controle também é perder o controle, ou melhor, se permitir a isso.
Eu sempre fui muito metódica em algumas coisas. Sabe a história do preto no branco?! Pois é! Sei lá. Talvez a culpa seja do meu signo + ascendente: Libra X Virgem… ou algo assim.
Quer a verdade? Eu não entendo nada de signos, acho melhor eu parar de culpá-los e encarar a realidade dos fatos: eu sempre gostei de rotina, coisas clichês e coisas estranhas. No fundo rolava uma guerra entre tudo isso. Não tem como ser clichê, curtir rotina e adorar coisas estranhas… tipo, tudo junto e misturado?! É insano! Sério.
Enquanto às pessoas adoram dar presentes, eu morro de vergonha de recebê-los; enquanto elas jogam flores na cama no dia dos namorados, eu sou do tipo que vai levar a coisa amada a um posto de gasolina para criarmos um campeonato de arroto na conveniência. Isso é ser estranha. Sacou a novela mexicana? Por isso eu preferi deixar o clichê de lado.
Cansei dos mesmos programas, dos mesmos problemas, das mesmas roupas, do mesmo horário de acordar, dos mesmos problemas (sim! de novo), do mesmo sorriso amarelo.
Cansei da falta de toque, da falta de foco, da falta de amor próprio, da falta de amor pelo outro, da falta de carinho, da falta de zelo.
Cansei do hábito de amar (horrível essa coisa de amar por hábito!!!), do clichê do “felizes para sempre” e joguei tudo para o alto porque sou estranha. A partir disso, entendi que perder o controle também faz parte de ter controle e aceitei minha esquisitice. Aliás, acho que ela me dá até um certo charme!
Se a vida dói, por favor, pede um drink cowboy.