Procura-se: Cantinho

Sobre os ciclos e seus finais

Era uma vez… o não foram felizes para sempre. 
Seja lá qual for a sua crença; numerologia dos nove anos, os setênios de Osho, aniversário e inferno astral ou as simples fases naturais da vida, os ciclos existem. E com eles seus começos e finais.

É pau, é pedra é o fim do caminho. Junte seus destroços e siga em frente. 
O que na teoria parece fabuloso, na prática nem sempre é tão simples.

Pode ser que o desapego não seja inicial, as feridas abertas machuquem muito ainda e não hajam forças suficientes para traçar um novo caminho. Ou simplesmente, há o insistente devaneio com aquilo que se teve e não voltará mais.

Nesse caso, não existe deadline. Não dá pra bater a cabeça na parede e adquirir uma amnésia reparadora de todas as tristezas que os finais trazem. Sejam eles de relacionamentos, profissionais ou só seus aí dentro.

O luto também precisa ser vivido.

Filme: Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Lembrando que, para sofrimento não existe pedestal. Então, fomentar a dor não vai torná-la suprema e inatingível. Se ela existe, é porque precisa ser sentida, absorvida e eliminada. O próximo passo é dar lugar a outra coisa, já que, certeza de que nada é eterno, nós já temos.

Entretanto, a preocupação não deve ser só o arco-íris e seus potes de ouro depois da tempestade. Mas, o que você pode aproveitar desse tornado. Marcas vão ficar, simbólicas ou não, mas com elas vem o aprendizado que só a experiência pode trazer. E isso você não vai achar nem na maior tragédia Shakesperiana.

É a claridade que te ajuda a apontar pelo menos o que você não quer mais. Já fica mais fácil agora descobrir o que vai querer. Conhecendo a si, para poder conhecer o universo.

É a hora de virar a chave e outra porta se abrir. O mundo gira, as coisas mudam e nós também. Ainda bem.

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