Dia 37 ou o dia que tirei folga para me recuperar

Assim que cheguei ontem à noite, liguei para a responsável pela grade horária do Kibbutz e pedi para ter um dia com meio turno de trabalho devido à minha lombar. Ela me colocou apenas no turno de fechamento do Café, das 16h às 19h, que é também o turno mais chato e mais exigente à coluna, é o da limpeza.

Logo que acordei vi que não ia dar conta, não seria prudente. Poderia ultrapssar os limites hoje e amanhã estar travada. Então pedi para ir mais cedo e ajudar com o que desse, um ritmo lento. Tanto a responsável pelo horário como a responsável pelo Café me falaram para não trabalhar e me recuperar, então, foi isso que fiz hoje.

Foi super bom, estava mesmo precisando desse tempo. Contudo, meu primeiro pensamento foi: o que vou fazer com esse tempo todo? Talvez por isso trabalha-se tanto aqui, não há nada para fazer. Fazer nada é um fazer e é necessário, o que quero dizer é que trabalhar pouco aqui também deve ser bem difícil, principalmente para quem está aqui há anos.

Logo esse meu pensamento foi embora, aproveitei para colocar umas coisas em dia, descansar e cuidar da minha lombar. Fui antes do almoço ao Pundak para estar com uma das meninas que trabalha lá, a Hila, hoje é aniversário dela, trabalhamos quase todos os dias juntas e viramos amigas. Então, fui lá passear e conversar um pouco com o pessoal, uma horinha de social. A Hila adorou e eu também. Gosto tanto do Pundak que até no meu dia de folga, passo lá para dar oi para o pessoal e, de quebra, ainda tomei um bom café e belisquei uma comidinha deliciosa.

Agora ao final do dia, posso dizer que esse tempo livre foi além de muito bom, necessário. Recarregar as energias. A lombar melhorou, mas amanhã terei um trabalho desafiador para ela: café da manhã das crianças. Só farei isso. Em termos de horas, é meio turno, mas é um leve perrengue e envolve louça e faxina. Espero que dê conta sem dor.

Dia de folga de tudo, até de reflexões. Bom também.

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