Aug 24, 2017 · 1 min read
Apareceste na minha vista como aqueles navios que tento contar quando vou à praia. De longe, tímida, à procura de um porto seguro. Eu, com toda a minha hospitalidade portuária, recebi-te com amor. Encaixamo-nos como peças de um quebra-cabeça. Encontramos a reciprocidade em nossos sorrisos. Por acaso. Talvez estivesse escrito nas estrelas. Ou talvez esse seja só mais um ditado para iludir os esperançosos credores da poesia. Ainda bem que estamos entre esses iludidos! Agradeço a estas águas por guiarem navio peculiar como você até o meu cais. Mas não te peço que fiques! Estarei aqui, à espera, em tempestades e calores de verão. Aguardarei-te com paciência. Calma de pescador! E, quando retornares, farei festa.
