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Jul 23, 2017 · 1 min read
Minha vida anda pálida, invisível, minhas perspectivas murchando tão precipitadamente quanto a cor que desgruda do meu rosto desbotado com certo repúdio a alguém com passado tão rosado e contente, agora um rosto cadavérico, esquisito, pálido.
Sinto que sou, por infortúnio, uma Jane Eyre malpropícia, quase noiva, mas agora fria e solitária, uma garota molesta, inclemente e sozinha, talhada, tal como chuva no verão, a uma melancolia orquestrada por tudo que mais almejo e menos pareço alcançar: a compreensão e o amor; perdão por ter feito inviável o caminho das paixões dentro de mim, mas dessa vida me sobra só uma porta minúsculo no coração, diminuta por todas minhas lamúrias.
Me perdoa a maldade.
