Sobre jazz e política, para meu pai

Saiu a terceira temporada de House of Cards. Queria te contar o que o protagonista decidiu planejar em um encontro com o presidente da Rússia. Você saberia me explicar os motivos por trás dos diálogos e teria até uma previsão um tanto plausível — e, posteriormente, concreta — sobre as consequências da conversa.

Assisti Whiplash no cinema. Gostei bastante da historia e, em parte, esse adorar pelo conto de um menino talentoso e persistente foi despertado por ele me lembrar tanto você. Do jazz até a insistência do herói do enredo em perseguir desejos interiores, todos os detalhes. Você se identificaria com a narração, com o personagem principal, com a trilha sonora. Você daria uma risada bem larga me contando sobre o personagem do J.K. Simmons e me diria algo nos moldes de “esse cara é bem louco”, seguido de um discurso detalhado sobre a interpretação impecável e ganhadora de Oscar, com seu ar de homem mais esperto do mundo.

Pra mim, você vai ser sempre o homem mais esperto do mundo.

Eu te amo muito. Pra sempre sua pequena, meu melhor amigo.

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