Saudade

Sou do tipo que tem saudade. Saudade que não mata, que não (nem sempre) dói, nem engorda. Saudade.

Saudade de quem já passou na minha vida. Uma saudade curiosa, uma vontade de saber como está aquela pessoa que um dia fez parte da minha vida. Toda a vida da gente tem pessoas que passam. Para algumas dessas, felizmente temos redes sociais que ajudam a saber um pouquinho. E algumas, fica uma vontade de sentar pra tomar uma e saber mais, saber tudo.

Mesmo das pessoas que ficam (e estarão sempre), tenho uma saudade constante. Que infelizmente, nem sempre a gente consegue matar. Aqui, ainda bem, temos muitos recursos ao alcance da mão para bater um papo, trocar umas mensagens, ou se aperta demais, um pulinho, um encontrinho, um papo bão. Que vai dar saudade um segundo depois de acabar.

Tem a saudade que aperta diariamente. Essa é a mais difícil. Aquela que não tem como matar. Apenas na certeza e na memória de tudo que foi bom e que faz parte do que somos. Pior é a lista aumentando…

Tem aquela saudade que assombra. Que a gente evita e espanta fora. Essa quero não. Essa queria matar bem “morrida e sangrida”, pra nunca mais aparecer.

Tenho saudade de mim mesma também. Do que fui, de quem eu seria, e até mesmo, veja, de quem eu serei… ou não.