O problema nunca é o cara. É você!

Eu não namoro à 8 anos. Solteira convicta e bem resolvida? Talvez…

É o que sempre pensei que fosse. Vi ao longo dos anos, amigas em relacionamentos nem tão legais assim, escolhas por vezes até esquisitas ao meu ver e sempre falava pra mim mesma: Nunca irei namorar um “meio alguém” só para suprir uma suposta carência afetiva.

Meio alguém? Sim. Uma pessoa que não te completa, não é bonito suficiente, não é bem sucedido o suficiente, não é bom de cama o suficiente e tudo mais que poderia colocar em uma receita de príncipe encantado.

E assim o tempo foi passando…

A cada homem que conheci, alguns muito legais. Outros nem tanto. Nunca era bom o bastante. E comecei a desconfiar.

Hoje, beirando os 30, faço uma retrospectiva e vejo que o problema nunca foram eles, sempre foi eu.

Ter escolhido demais tem haver com uma falta de aceitação minha.

Uma falta do meu próprio amor. De peças que faltavam em mim mas que buscava no outro.

Eu era uma meia pessoa que se achava inteira.

Me perguntam com espanto como consegui viver sozinha por tantos anos?

Essa resposta me fiz em pensamento: Não vivi sozinha, vivi 8 anos incríveis onde pude desconstruir e construir partes de mim muito importantes, vivi histórias, viajei sozinha, aprendi, errei, magoei. Cresci.

Cresci como mulher, como ser humano e pude ver coisas maravilhosas que fui capaz de fazer e me apaixonei.

Me apaixonei por quem eu sou e isso eu devo somente a mim.

Afinal, não era uma busca pelo príncipe encantado. Era uma busca do meu próprio ser.

Hoje me sinto mais inteira. Príncipe encantado não me interessa mais.

Busco apenas outra parte inteira.

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