A história através de imagem

(resenha para a cadeira de Fotografia sobre os textos “O imaginário segundo a natureza” e “O instante decisivo” do fotojornalista Cartier-Bresson)


“Fotografar é pôr na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração”

Nos textos de Henri Cartier-Bresson, intitulados “O imaginário segundo a natureza” e “O instante decisivo”, temos um relato dele quanto fotojornalista sobre o sentimento daqueles que exercem a profissão e a importância de que cada foto tem.

Em “O imaginário segundo a natureza”, Cartier-Bresson fala da importância de respeitar o objeto a ser fotografado. “A fotografia não mudou desde a sua origem”, diz o fotojornalista, considerado por muitos o pai do fotojornalismo, na primeira frase do texto complementando com “exceto pelos seus aspectos técnicos”. De fato, tecnicamente a fotografia mudou com os anos. Antes existiam somente as câmeras que precisavam de filme, que tinham um número limitado de fotos que poderiam ser batidas e para vê-las era necessário revelar. Atualmente, existem também as da época digital, que além de poder ter incontáveis números de fotos, pode se ver como a foto ficou no mesmo momento em que foi tirada.

O autor do texto, fala sobre o respeito ao objeto fotografado, mas além disso, respeitar a si mesmo. Há quem planeje e encene uma fotografia e há quem vá atrás do inesperado. Para representar aquilo que vê é necessário que a cabeça, o olho e o coração estejam na mesma linha. É necessário viver o momento.

No segundo texto “O instante decisivo”, o fotojornalista conta a sua experiência com a câmera desde muito jovem quando só fotografava suas férias. Ele ressalta que a câmera não é brinquedo e sim uma ferramenta. Quando fala de reportagem fotográfica, Cartier-Bresson relata como é o sentimento de um fotojornalista. Para quem atua nesta área profissional, por mais fotos que tire e mesmo que acredite que já tenha encontrado a imagem para representar o momento, não se para de fotografar. Tudo tem o seu momento decisivo e é este momento que se deve capturar.

Um fotojornalista deve se infiltrar na história em que quer fotografar, porém não pode interferir. “Em fotografia a menor das coisas pode ser um grande tema”, é através daquilo que se vê que está o testemunho. Há ainda a legenda que deve condizer com a imagem.

A fotografia é a significação de um fato, é numa fração de segundo que a história é congelada e contada. Nesta fração de segundo é necessário saber o que capturar, como quer capturar e como transmitir o sentimento através de uma foto. Mesmo que seja na linha de natureza morta, há um significado e fotografia é muito mais do que recordar, é contar uma história cheia de emoções e concepções em silêncio.

Um fotojornalista deve se infiltrar na história em que quer fotografar, porém não pode interferir. “Em fotografia a menor das coisas pode ser um grande tema”, é através daquilo que se vê que está o testemunho. Há ainda a legenda que deve condizer com a imagem.

A fotografia é a significação de um fato, é numa fração de segundo que a história é congelada e contada. Nesta fração de segundo é necessário saber o que capturar, como quer capturar e como transmitir o sentimento através de uma foto. Mesmo que seja na linha de natureza morta, há um significado e fotografia é muito mais do que recordar, é contar uma história cheia de emoções e concepções em silêncio.

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