A vida é, olha só mais um cliché, irônica

Pois bem, há tempos não público o que escrevo. Senti que minhas palavras enfraqueceram e isso é uma dor imensa para quem gosta da escrita.

Resolvi, então, para me inspirar, ler alguns de meus textos antigos. Eis que dentre eles estava um escrito há exato um ano. Mais que o cliché da vida ser irônica, este texto tinha teor romântico. Falava sobre eu acreditar ter encontrado o amor da minha vida, não explicitamente dito desta maneira, mas estava ali nas entrelinhas.

Parei um momento para refletir. Respirei. Senti o (des)gosto da saudade. Saudade essa de não ter a experiência que hoje tenho. De enxergar tudo colorido e caminhar por aí de maneira leve.

Há um ano eu era uma pessoa e hoje procuro saber quem sou. Sei que mudei, como gosto de dizer: sou uma metamorfose ambulante. Eu e Raul.

Em outro momento me desesperaria, desejaria ter feito tudo diferente para ter o presente diferente. Porém, neste momento, só reflito e vejo como a vida sempre dá um jeito de ser o que ela deve ser.

Parece que as palavras voltaram para as pontas de meus dedos, com um teor diferente, mas as sinto novamente.

Ironia, não?

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