Sobre um amor montanha-russa

Sempre gostei de adrenalina. Aquela sensação do coração quase saltando do peito, misturada com um pouco de medo e excitação ao mesmo tempo. Como não gostar? Gosto tanto que entrei num amor montanha-russa.

Ele é especial. É atencioso com as pessoas, responsável, dedicado com a família e com o futuro, comunicativo, pra frente. Daqueles que tu olhas e pensa “Bah! Quero uma pessoa atenciosa assim para dividir a vida! ”. Encontrei a pessoa certa, eu diria. Pois além de todas essas qualidades, ele faz me sentir especial, me cuida e me ama.

Não achei que um dia teria um sentimento tão forte por uma pessoa que me fizesse achar o “perto” pouco, ou que me fizesse pensar antes de agir. Encontrei. A intimidade chegou com o tempo. Por exemplo, antes tinha toda aquela preocupação de começar a me arrumar 2h antes de ele vir para minha casa, hoje sei que ele me ama mesmo descabelada, que não vai me amar menos se eu estiver de rímel ou sem, de cabelo solto ou não. E isso tudo é a parte mais maravilhosa.

Porém (sempre tem um porém), tem a parte da descida da montanha-russa. O sentimento cresceu, o ciúme cresceu… O que gera discussão. Somos tão diferentes que se fizéssemos parte de um filme ou livro, talvez, nos odiássemos. Tinha de tudo para dar errado e todos os dias conseguimos fazer dar certo. Brigamos, nos odiamos por segundos, mas nos amamos o dobro depois. Nossas diferenças nos completam e nossas semelhanças fizeram nos aproximarmos.

Se eu tivesse a oportunidade de mudar algo nele eu jamais mudaria, pois me apaixonei não só pelas qualidades, mas pelos defeitos. Com o tempo, que é rei, aprendemos que amar é isso. Nem sempre vai ser um céu azul sem nuvens. Às vezes, vai nublar. Vai chover. Mas no fim, o céu vai abrir. São subidas e descidas que quando uma mão segura a tua, é muito mais fácil de encarar.

(escrito em 16 de agosto de 2015)

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