Teoria do Emplacamento

A teoria do emplacamento não existe em livros e mesmo que você a procure na internet, dificilmente achará algo sobre. Ela é discutida entre algumas pessoas e espero que seja cada vez mais discutida. Essa teoria diz que se todas as pessoas fossem realmente educadas, não precisaríamos de placas nos indicando o que devemos fazer, ou melhor, não fazer.

Não é raro encontrar placas, elas existem nos mais variados tipos de locais: em supermercados, em bancos, nos ônibus, pelas ruas, dificilmente vamos em algum lugar e não encontramos pelo menos uma placa nele.

Ao andarmos de ônibus percebemos que há alguns assentos demarcados e ao lado deles, adivinhem só: uma placa. Nela diz que em casos de ausência de pessoas com crianças no colo, pessoas obesas, idosas, pessoas com deficiência ou gestantes, podemos sentar nesses bancos. Mas, caso surja alguém que se encaixe em alguma dessas descrições, devemos ceder o lugar. É importante que cedamos o assento, mas isso realmente precisa estar numa placa? As pessoas não têm o bom senso para refletir e ceder o lugar sem que uma placa as indiquem para fazer isso? Claro, não podemos generalizar, mas parece que às vezes o bom senso cai no esquecimento.

Desde muito cedo fui ensinada, tanto em casa quanto na escola, que jogar lixo no chão é errado, independentemente do local e mesmo que ali já haja lixo: o lugar do lixo é na lixeira.

O que me surpreende é que mesmo com placas “proibido jogar lixo” e mesmo sendo de conhecimento geral que existem multas para quem comete esse delito, ainda há pessoas que jogam o lixo no lugar errado.

Existem várias placas de proibições: “não jogue lixo no chão”; “proibido fumar” (em locais fechados ou cobertos); “proibido acionar buzina ou sinal sonoro” (perto de hospitais); “não pise na grama”; “proibido a entrada de animais”; “proibido a venda de bebidas para menores de 18 anos”; “proibido o uso do aparelho celular” (salas de cinema, teatro, dentro de hospitais); “proibido estacionar”, entre várias outras. Parece tão simples respeitá-las, todos sabemos que não podemos fazer barulho dentro de hospitais porque pode prejudicar as pessoas que estão enfermas, sabemos também que vender bebida para menores de idade é contra a lei, que ao estacionarmos numa avenida de alto fluxo podemos trancar o trânsito ou se estacionarmos na frente de uma garagem podemos impedir a entrada ou a saída de alguém. Porém, mesmo assim, algumas pessoas não as respeitam.

Não quero dizer que as pessoas façam isso de propósito porque eu realmente acredito que não. Elas apenas caíram num senso comum “Se o outro faz, por que eu não vou fazer? ” e é isso que está atrasando o mundo. As pessoas ilusoriamente precisam de alguém que diga a elas o que fazer e as placas estão exercendo esse papel. Devemos conscientizar as crianças desde a educação primária, tanto os educadores, quantos os responsáveis, para garantirmos que no futuro elas saibam que podem começar pela mudança e não esperar que ela aconteça.

(texto escrito no primeiro semestre de jornalismo para cadeira LabJor 2015/1)

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.