Black Mirror e onde esse mundo vai parar (e ele vai parar?)

Olá terráqueos!

Antes de qualquer coisa, preciso assinalar que estou observando que o meu estilo de escrita é crítico. Não critico adjetivo, critico substantivo.

Ok, então vam lá!

Há algum tempo venho me espantando com os avanços tecnológicos, a superexposição pessoal nas mídias e em como isso tá afetando a minha vida, e a da sociedade (mundo). Esse “start” para este tema começou quando assisti o primeiro episódio de Black Mirror. Para os não conhecedores dá série, vou explicar com algum parágrafo achado no brilhante GOOGLE!

Uma espécie de híbrido entre “The TwilightZone” e “Tales of the Unexpected”, Black Mirror explora sensações do mal-estar contemporâneo. Cada episódio conta uma história diferente, traçando uma antologia que mostra o lado negro da vida atrelada “a tecnologia.

Li também em algum comentário de algum critico sobre a série algo como: “terror psicológico” e foi o que mais me definiu ao assistir APENAS o primeiro episódio. O meu pânico ao terminar de assistir, — eu que já sou uma pessoa pensante demais, demais mesmo — foi totalmente expansor! Pelo fato de ter me levado realmente a refletir MUITO sobre a minha vida, da minha família, amigos e SOCIEDADE.
Ps.: assistam e vão me entender melhor!

O que mais me aflige em tudo isso, é que estamos fardados a este “fim hipotético” que é retratado na série. Fardados a abandonar cada dia mais as coisas simples desta vida, como sensações, emoções, pensamentos para transpô-los aos internautas que a cada dia estão mais desinteressados para o que você pensa. Por que a troca de informações é tão rápida, e está se tornando também, tão insignificante, que na verdade ninguém quer saber o que você pensa sobre a economia do país, sobre o cuidado com os animais, sobre o empoderamento racial, de gênero ou qualquer outro assunto que seja realmente significante para você. E pior que isso… A medida que os seus textos (não lidos ou mal lidos) postados na rede vão gerando mais interação (curtidas), você fica focado em manter ali na sua time line o que gerará mais interação entre as pessoas, ou seja: tudo que seja superficialmente bonito e fácil de se ler. E fica nessa guerra de ego SEM FIM; entre você e você mesmo, e entre você e o resto dos habitantes da rede.

Não é medonho pensar que em pouco tempo o contato humano, a sensibilidade com as artes, e a forma nada metódica que a vida é levada — por que é isso que é bonito nela -, seja totalmente distorcida por esse nosso novo hábito de PUBLICAR/COMPARTILHAR/SER tudo na internet? Não é medonho saber que pouco a pouco estamos mais perto de nos tornarmos meio robôs burros e superficiais, meio humanos.

Mas já dizia o mestre Criolo: As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Uma forma de “segregar” o público desse blog, foi realmente fazer um BLOG! E não um vlog, uma fanpage, twitter etc. Por que eu sei que quem chegou até o fim desse artigo está realmente interessado no que tenho para compartilhar, e sei que essa mesma pessoa tá longe de ser meio robô, meio gente.

Mensagem do (❤):

Que possamos trazer a tona todos os dias a simplicidade e a beleza que é VIVER! Seja você uma pessoa conectada ou não, nunca se esqueça que existem momentos que só as suas memórias podem registrar, sorrisos que só a câmera dos olhos pode captar, abraços e carinhos que só o seu corpo FÍSICO pode sentir. Vamos fazer valer o presente da vida e VIVER com amor pela vida. Afinal, como sempre digo, se existe vida, há esperança.