Minha vida ociosa.

Pode ser que os “ocupados”, “atarefados” e fardados a falta de tempo para realizar suas IMPORTANTÍSSIMAS atividades — percebam a real ironia introduzida. Pode ser que esses se encabulem com esse título, mas aos ociosos, o título fará total sentido.

Vou falar um pouco de mim como ato introdutório desse texto, que vou logo avisando, não revela fatos felizes. Tenho passado por períodos na vida de “WHAT THE FUCK’S THAT? “. Sabe quando todos — TODOS mesmo — ao seu redor começam a cobrar de ti, de forma direta ou indireta, para que comesse a entrar num sistema que eles chamam de “vencer na vida”? Cujo o qual você, caro jovem, tem de decidir um curso, que lhe qualificará para a profissão que vc vai exercer até o fim dos seus dias, e quando digo até o fim, É POR QUE TEM QUE SER ASSIM, afinal, mudar de profissão no decorrer da carreira não é decisão coerente para “os vencedores da vida”. Casar, ter filhos, ter um emprego e uma vida devidamente estabilizada, ser bem colocado na sociedade ($$$) e todas essas coisas que a vida adulta te exige.

Dia desses de ócio, assisti um vídeo muito interessante de um cara chamado Eduardo Marinho. Nasceu numa família de classe média, concursado do Banco do Brasil e estudante de direito, um jovem normal com a vida nos trilhos, até perceber que tudo isso era angustiante demais para se dar continuidade. Largou tudo para perceber o real sentido da sua existência e respostas a suas perguntas, chegou a ir para as ruas, e a teve como o seu lar, mas tudo isso resultou em um aprendizado enorme, até enfim encontrar na simplicidade a sua felicidade.
Vou citar alguns trechos da entrevista que vocês poderão encontrar no fim desse post.

Se você busca ter prazer em viver, você já está sendo revolucionário. Se você não aceitar um trabalho que te sacrifique, você já está sendo revolucionário.
Vencer na vida! Que porra de vencer na vida? Eu ganhei uma paz enorme quando falei: Eu não quero vencer na vida, eu quero viver. Essa ideia de vencer na vida é um inferno!
  • Eduardo Marinho

Desde que descobri essa inquietação para viver uma vida diferente da que o mundo vem exigindo que eu viva, me dei de cara com um valioso e desastroso ócio. Valioso por me fazer enxergar um caminho diferente para viver e uma nova forma de pensar, e desastroso por não conseguir lugar na sociedade pra me colocar pra viver esse caminho. E esse ócio tava me matando, até encontrar uma forma realmente boa de me ocupar, escrevendo e pensando.

https://youtu.be/wACdGy6gpfY