Seio

Um Soneto à minha Bela Flor

Poeta das tristezas e saudades,

De quem anseio o manto e o cortejo

Para escrever de minhas vontades

O mais profundo e lívido desejo

Tu, oh bela flor de claustros sombrios

Que a dor encantou em versos puros

Sofrimentos dos esquecidos muros

Fizeram-te rosas rubras e lírios…

És aquela que cantou a madrugada

Da alma e da morte angustiada,

O soluçar dos perdidos eleitos

Sou aquela que já não anda perdida,

Não mais refém da solidão esvaecida,

Achei-me nos teus versos… teus sonetos