adentro

respiro

no solo prata

no subir e descer do chão

o rosto e a mão pousada

desdobro no vento

um velho vestido

rasgo delicada

me apresento inteira

pro inteiro dentro de mim

entrei na pele

abri os portões em par, as costelas

entrei no morno do sangue, das vísceras

o visco, as retinas

calcei os braços, os dedos das luvas

encaixei as minhas curvas

nessa límpida resina

calcei os pés, duplicadas as solas

envolvendo envolvida

ao parir, ao fenecer

um novo ser mais pleno

um híbrido

do sou e do vir-a-ser

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