recaída

evito

cruzo a rua rente ao abismo

pois passado

dobrei as esquinas dos quintos

e atravesso os teus fantásticos

nos diários domingos de enfados

sinto em ti meu cheiro

único

em milhões de quilômetros quadrados

mas não acreditamos

desrespeitando os desejos

despejamos

petardos à esmo

despertos das ingenuidades

ao inefável segue um bocejo

não sobrou nada da única beleza que tínhamos

são misérias isso de mim

são trapos isso que trago

recaio no oco

e não ouso

a te chamar daqui