Jul 23, 2017 · 1 min read
tem dias que em silêncio
multiplicarei com o cabo do pincel os pontos vermelhos
em meus antebraços
no pescoço
de olhar os cômodos em sombra
embaçados logo cedo
sendo falhas em fotografias
sequentes ecos em sumidouro
rachados em febre
e ainda chamamos lábios
sou eu ainda? ausente?
são teus olhos este tecido a se alongar
quando caminho lento?
afundam no meu rosto junto aos meus
ondulando as olheiras neste raso
no jornal de tão velhas já não podem ser chamadas notícias
esbarra o mundo
na própria invenção
de ter humanos para apressar não sei o que
cortaram as árvores da casa
tenho desligado os aparelhos
tenho saudades de mim
e tenho saudades de mim
quando te abraçava
