
John Locke(1632–1704), filósofo inglês, é considerado o pai do liberalismo político. Ele não é exatamente iluminista, mas teve influência fundamental no pensamento do século XVIII. Afirma que a experiência, fonte do conhecimento, pode ter tanto origem externa, nas sensações, quanto interna, na reflexão.
Locke assumiu papel importante na discussão sobre a teoria do conhecimento, tema privilegiado do pensamento moderno a partir de Descartes. Por defender a Monarquia constitucional e representativa, passou vários anos na França e na Holanda como exilado político. Voltou à Inglaterra depois da Revolução de 1688, quando Guilherme de Orange foi coroado rei. Lá permaneceu ocupando cargos no governo até morrer.
Assim como Hobbes, Locke partiu da concepção pela qual os indivíduos isolados no estado de natureza unem-se mediante contrato social para constituir a sociedade civil. Segundo essa teoria, apenas o pacto torna legítimo o poder do Estado. Para Locke, a soberania não reside no Estado, mas sim na população. Afirmava que, para assegurar um Estado de direito, os representantes do povo deviam promulgar as leis e o rei ou o governo executá-las.Foi o primeiro a apresentar o princípio da divisão dos três poderes, segundo o qual o poder do estado se divide entre instituições distintas:
O Poder Legislativo, ou Parlamento, o Poder Judiciário, ou o Tribunal, e o Poder Executivo, ou o Governo.

Locke estabelece a distinção entre o público e o privado, âmbito que devem ser regidos por leis diferentes. Um aspecto progressista do pensamento liberal é a concepção parlamentar do poder político, e não do arbítrio dos indivíduos
A concepção ampla de liberdade leva,a certas contradições, pois o direito à ilimitada acumulação de propriedade produz um desequilíbrio na sociedade, criando um estado de desigualdade. Segundo, Locke, os proprietários de bens são os que estariam interessados e capacitados para preservar as riquezas acumuladas
