Linhas e Entrelinhas

Julia Martinson
Aug 23, 2017 · 1 min read

O tempo nem sempre é cronológico

E as linhas que corriam retas

Sempre podem se curvar,

se cruzar e recuar.

Eu, novelo de lã

De repente me vi toda enroscada

E com frio.

Quando o passado vem à tona

Quando os antigos fantasmas ressurgem

Quando percebo que eles sempre estiveram aqui.

Deixa estar, deixa fluir

Sente tudo que tem para sentir

Que o tempo nem sempre é cronológico

E eu também não sou.

Essa agulha é assim

Ora costura, ora espeta.

Paciência, me digo

Que essas linhas vão se desentortar

Os nós vão se afrouxar

E nesse estica e puxa infinito

O que importa é continuar tecendo.

)

Julia Martinson

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Transformando meus sentimentos em palavras. Escrevo para não fugir de mim.

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