Linhas e Entrelinhas
Aug 23, 2017 · 1 min read
O tempo nem sempre é cronológico
E as linhas que corriam retas
Sempre podem se curvar,
se cruzar e recuar.
Eu, novelo de lã
De repente me vi toda enroscada
E com frio.
Quando o passado vem à tona
Quando os antigos fantasmas ressurgem
Quando percebo que eles sempre estiveram aqui.
Deixa estar, deixa fluir
Sente tudo que tem para sentir
Que o tempo nem sempre é cronológico
E eu também não sou.
Essa agulha é assim
Ora costura, ora espeta.
Paciência, me digo
Que essas linhas vão se desentortar
Os nós vão se afrouxar
E nesse estica e puxa infinito
O que importa é continuar tecendo.
