#umbelodiaresolvimudar: como lidar com a preguiça?

À NOITE: “Amanhã é o dia. Eu posso sentir! Eu vou acordar cedo, me exercitar e ser super produtiva” NO OUTRO DIA: “Oh, merda…”

Todo começo de ano, uma onda de força de vontade e animação paira sobre a cabeça de 99% da população, inclusive na minha.

Hoje, inclusive, pode ser considerado o dia mundial da dieta. Depois de toda orgia gastronômica do final do ano, a gente faz lista, promessa, grupo do WhatsApp, oração pra santo e jura de pés juntos que “esse ano vai ser diferente”. Até a primeira festa de aniversário infantil. É ou não é?

Mas, além de ter que lidar com as maravilhosidades alimentícias de aniversário de criança, também temos que conviver com ela: a linda, a espaçosa e confortável PREGUIÇA.

“Oi linda. Vem cá. Tá muito calor pra você ir treinar hoje, vai não.”

Se eu tivesse que elencar meus defeitos numa lista, certamente a preguiça estaria no pódio — ela só não ganha para a impaciência, porque essa, meu bem, tá lá na frente, em disparada.

O problema da preguiça é que ela é confortável e espaçosa. Vai ganhando centímetros de pensamento em questão de segundos. Geralmente a conversa mental começa assim:

Eu: “Putz, o despertador tocou. Já são 06h. Tenho que levar pra treinar e…”

Preguiça: “Puxa, Júlia, mas já vai? A cama tá TÃO gostosa. E, afinal, você tem trabalhado tanto, ontem você dormiu tarde, tá cansadinha. Acho que você MERECE ficar aqui, hein?”

Eu: “Mas eu já não fui na terça-feira! Se eu não for hoje, vou ficar sem fazer exercícios físicos e…”

Preguiça: “Naaaah… nada disso. Você tá cansada. Olha só, já começou a bocejar de novo. Vira pro lado, dá aquela afofada no travesseiro e dorme mais uma horinha, vai. Você merece.”

Eu: “Verdade, né? Ando cansada ultimamente. Acho que não tem problema faltar essa semana.”

CATAPLOFT.

Depois dessa discussão mental, eu acordo uma hora depois me sentindo a pessoa mais culpada do mundo, prometendo que NA PRÓXIMA SEMANA vai ser diferente.

E, de semana em semana, vocês sabem como essa história termina, né?

Já perdi as contas de quantas academias eu me matriculei, fiz o plano anual (jurando que iria toda semana) e cancelei na metade. Nunca fiz a conta pra não me assustar, mas já devo ter pedido uma grana boa nessa brincadeira.

“Eu faço maratonas. No NetFlix”

A questão é que, independente da academia, da modalidade e do valor, se você não tiver DISCIPLINA e nem GOSTAR DO QUE FAZ (mesmo que seja um mínimo, vai), provavelmente todas as tentativas vão falhar.

Mas elas não vão falhar porque você é uma péssima pessoa, fadada ao fracasso e à derrota (seje MENAS, miga!). Vão falhar simplesmente porque você não conseguiu encontrar uma atividade, um horário e um espaço que atenda suas necessidades e preferências.

E mais: é muito importante desassociar a prática da atividade física à uma OBRIGAÇÃO e pura e simplesmente destinada ao emagrecimento/fortalecimento. Atividade física tem que ser prazerosa, feliz. Você tem que sentir que aquilo te faz BEM.

Por mais que a maioria das pessoas se força à ir na academia mesmo achando aquele clima fitness um porre (eu! eu! eu!) — existem outras dezenas de opções de atividades físicas. Por isso que eu não me arrependo de já ter frequentado a grande maioria de academias e estúdios da zona norte de São Paulo: se eu não experimentar, eu nunca vou saber se aquilo é legal ou não.

Acho que essa é uma dica que eu posso deixar por experiência própria: TENTE! TENTE! TENTE! Faça zilhões de aulas diferentes, pesquise academias perto da sua casa ou do seu trabalho, leia sobre novas e velhas modalidades…

No meu caso, por exemplo, eu sei que pilates me deixa entediada. E que eu gosto de desafio, exercícios que desafiem a minha força. Por isso acho que estou gostando tanto de cross-fit. Mas isso pode mudar do dia pra noite também, entendem? Eu não me apego à uma modalidade específica. Já gostei muito de musculação. As vezes fico inclinada à tentar mais uma vez e qual é o problema disso?

A gente já tem tanta obrigação na rotina… e tornar a atividade física mais uma das coisas pra se “ticar” da listinha dos afazeres não me parece um plano bom.

A partir do momento que você GOSTA do que faz, ter disciplina pra ir é questão de tempo.

Tá. Fui muito fofa nesse texto. Mas afinal, COMO LIDAR COM A PREGUIÇA?!

Pesquisei umas coisinhas bem legais pra compartilhar. Ó:

Vem, gente!

1- Nem comece com o diálogo mental.

Todo mundo gosta de se fazer de vítima. E o diálogo mental endossa esse “coitadismo”. Nossa voz interna sempre quer nos resguardar porque, afinal, tadinha… NÃO! PARA! SAI MIGA, SUA LOUCA!

2 — Segure a vontade de apertar o botão de soneca quando o alarme tocar.

Eu sei. É foda. Mas NÃO APERTA ESSE BOTÃO! Apertar o botão vai deixando a gente mais preguiçoso, com mais vontade de desistir e zZzZzzZz…

3 — Acordou? Conseguiu? Seja legal com você e comemore esse feito!

Pode não ser muita coisa, mas, sério, diga coisas legais pra você mesmo quando você conseguir. E se apegue à esse sentimento da próxima vez que o alarme tocar.

4 — Crie uma meta possível

A gente acha que não, mas uma grande meta (tipo perder 30 quilos) se desmembrada em pequenas metas (tipo perder 2 quilos por mês durante 15 meses) torna o processo mais possível e menos broxante.

Você tem algum “truque” que você usa pra driblar a preguiça? Me conta! Meu e-mail é juliameirellesgarcia@gmail.com.