Você veio ao meu encontro. Não sei quais eram suas reais motivações ao me encontrar naquele bar, numa sexta-feira quente para fechar o mês de agosto. Desde nosso encontro tudo que sinto é um misto de ansiedade, angústia e felicidade.
Nos conhecemos fazem bons anos, tinha acabado de começar um namoro com seu amigo, razão pela qual nos conhecemos. Você namorava uma menina muito fofa, que simpatizei logo de cara. Desde nosso primeiro encontro já te olhei de forma diferente. Me despertou algo, não sabia o quê. Estava apaixonada demais por outro cara para pensar no que poderia ser.
Então um belo dia, estando no meu pior estado alcoólico te encontro sem querer num bar. E te abraço e falo qualquer coisa que não lembro. Nem lembro se fiz algo mais. Sempre fiquei bastante consciente mesmo estando altamente embriagada, mas desse dia não consigo me lembrar de nada. No dia seguinte me desculpei por mensagem, perguntei se falei besteira, estava morta de vergonha. Você respondeu que não foi nada, e não quis falar o que tinha acontecido. Depois daquele dia, quando nos encontramos em um show, você me deu abraço que eu nunca esqueci. Apertado até ficar totalmente arrepiada. Depois daquele dia não teve jeito, tive que admitir pra mim mesma e pros amigos mais próximos o quanto gostava de você.
Neste último mês, em que trocamos algumas mensagens novas sobre música, todos os elogios sobre “meu gosto musical”, todos os corações para as músicas que eu posto, tudo tão superficial mas tão significativo pra mim. Não faço ideia se você faz isso com frequência com outras pessoas, especialmente meninas, mas se fizer, saiba que você é a definição do cara gente boa. Até demais.
A questão é a seguinte, é sábado à noite e to fritando a cabeça pensando se você gosta de mim também ou quer só ser meu amigo mesmo. Você namora, eu namoro, isso torna a questão mais complicada, ok, entendo isso. Mas porquê foi me encontrar quando não sabia quais pessoas estariam comigo, quando a minha “rodinha” não era importante, quando era sexta-feira à meia-noite. Quando depois de algumas poucas trocas de mensagens te dei vários sinais do que queria. Você sabe que eu quero você!
Mas entrou naquele bar, sem a namorada, foi o cara mais legal do mundo com todos, conversamos pela primeira vez depois de anos apenas como conhecidos, trocamos algumas experiências de viagem, rolou até alguns oversharings que você não se importou de dividir comigo, bebemos muito. E não rolou mais nada. Minha cabeça por dentro gritava por um beijo seu, meu corpo ansioso por sentir o seu, meu coração apertado de felicidade em te ver. E foi só isso. Entrei no táxi, vim embora, mandei mensagem, trocamos mais algumas palavras bobas e só.
Você tá me deixando louca. Louca de curiosidade. Só tenho dúvidas dentro de mim. E chego até a pensar se neste momento em que estou pensando em você, se você está com sua namorada, se pensa ou pensou em mim em algum momento do dia, no que pode estar fazendo. Eu não quero sentir o que eu sinto, mas tá foda controlar. Extrapolou o limite do crush. To com medo real de ter se tornado algo mais. Não quero mais falar com você, mas não vejo a hora de você me escrever de novo.
Caralho, você é um lazarento, não podia ter feito isso comigo.
