Sobre mudanças

Não se ofenda quando alguém lhe disser que “você mudou”. As mudanças são necessárias para a sobrevivência; mais do que isso, são inevitáveis.

Mudar faz parte desse ciclo confuso e desordenado que se chama vida. Mudança de ares, de hábitos, de rotina, de emprego, de pensamento, de opinião, de vida. Metamorfose, basicamente.

É essa mudança que permite que, hoje, eu esteja digitando esse texto a partir de um notebook, e não entalhando-o numa pedra. É o ato de mudar que possibilita, também, que você o leia. A modificação não deve ser temida, mas abraçada com todas as forças, porque ela nunca é negativa.

Se algo mudou para pior, de fato, não mudou: revelou sua verdadeira forma e, dessarte, é quase uma benção que essa mudança clareie os pensamentos e mostre a face real que esteve oculta por um esforço gigantesco de convenções.

Se alguém disser que você mudou com ares de rudeza e desagrado, é porque não sabe lidar com a metamorfose constante que é a vida; se for esse o caso, meu caro, o problema não é seu, mas dele.