Eu gosto do mundo sabe? Eu também gosto das pessoas que vivem nele, mas só das que são dele e não daquelas que vieram só pra preencher mais um espaço, não daquelas que vieram pra ser tanto faz em meio à uma rede de com certezas.

Pessoas que são do mundo sabem que nele existem problemas, não são egoístas e vêem o mais simples ser algo a mais, vêem que amanhã pode não vir, mas que o hoje pode ser muito bem aproveitado. Eu gosto de pessoas simples, que ajudam um ser que mais precisa, que não necessita de grana pra se divertir, gosto de gente que se entrega pros amigos e que se diverte apenas com a essência do ser e do estar. Amo a simplicidade do olhar, do andar, do sentir, do sorrir e morrer de rir. Adoro o fato de poder compartilhar com alguém, mas se engana quem pensa que eu quero alguém igual a mim. Não, não, o que eu quero é alguém que queira viver a vida sem precisar utilizar-se do artificial, sem precisar destruir o mais simples toque de mão, sem precisar, toda vez, sentar em um lugar escuro e olhar pra uma tela enorme vendo imagens e imagens, mas que essa tela enorme e esse lugar escuro deixem ser apreciados da mesma forma que sentar em um lugar, olhar o rio passar e sentir o vento.

Pessoas que saibam dar a mão, o pé, a cabeça, o corpo, o coração a alma! Alguém que saiba que no mundo existem mais 7 bilhões de outros seres da mesma espécie e sei lá mais quantos bilhões de outros seres, outras espécies, mas que respeitem tudo isso e que entendam que nem tudo vai ser sempre igual, que a vida não é a mesma, mas que o caminho tá aí, basta seguir as pistas, deixar o amor preencher e olhar para o mundo como olha pra si.