A decisão de matar
André Kano
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No sábado, em meio às lágrimas da espera pelas 9h30, eu lembrei de um trecho dos cânticos de Cecília Meireles, aqueles que você me apresentou e que eu tenho um verso tatuado na minha pele:

Esse teu corpo é um fardo. 
É uma grande montanha abafando-te. 
Não te deixando sentir o vento livre 
Do Infinito. 
Quebra o teu corpo em cavernas 
Para dentro de ti rugir 
A força livre do ar. 
Destrói mais essa prisão de pedra. 
Faze-te recepo. 
Âmbito. 
Espaço. 
Amplia-te. 
Sê o grande sopro 
Que circula…

Nunca havia feito uma leitura tão literal desses versos, mas gosto de pensar no Klein quando lembro desse trecho.
Um beijo no seu coração.

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