Psicologia McKeeniana

Sobre quando você encontra eco para suas inquietações pessoais enquanto estuda.

Em Story, um livro sobre escrita de roteiros, Robert McKee, no capítulo “Design do ato”, diz: “A lei do conflito é mais do que um princípio estético; é a alma da estória. A estória é uma metáfora para a vida, e viver é estar em um conflito aparentemente perpétuo”.

E diz: “Escritores que não conseguem captar a verdade de nossa existência transitória, que foram enganados pelos confortos contrafeitos do mundo moderno, que acreditam que a vida é fácil uma vez que você aprenda a jogar o jogo, nos dão conflitos com a inflexão errada. Seus roteiros falham por uma dessas duas razões: um excesso de conflito absurdamente violento e sem sentido ou uma falta de conflito significativo honestamente expresso.

“Os primeiros são exercícios de efeitos especiais turbinados, escritos por quem segue imperativos de livros didáticos que ensinam a criar conflito, mas, como estão desinteressados ou insensíveis às lutas honestas da vida, criam desculpas falsas e exageradas para a destruição”.

(e minha parte preferida:)

“Os últimos são retratos tediosos escritos em reação ao próprio conflito. Esses escritores tomam a visão Pollyanna de que a vida seria muito legal… se não fosse o conflito. (…) Mas se a história nos ensinou alguma coisa é que quando o pesadelo tóxico finalmente for limpo, os desabrigados receberem um abrigo e o mundo for convertido à energia solar, cada um de nós ainda estará afundado na lama.

(…)

“Se, por exemplo, conseguíssemos satisfazer nossos desejos externos e achássemos a harmonia no mundo, em pouco tempo a serenidade viraria tédio. (…) Tédio é o conflito interno que sofremos quando perdemos o desejo, quando sentimos falta da falta.”

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