Alexandra
Alexandra (Zanela) foi a primeira pessoa pra quem eu fui pedir emprego quando fui demitida da “firma” que fez parte da minha e da vida dela. A gente tem um monte de amigo em comum — de Portinho e Floripa e os de Santa Maria q foram morar nessas cidades risos -, mas não se conhecia pessoalmente até aquele lanche na riachuelo. E ela foi super receptiva, aberta, disposta a me ouvir. No fim, segui outros rumos, indiquei amigos pra trabalhar com ela, vendi rifas e agendas (hehe) e ela compartilhou mailings, stories e (quase) tocou fogo na Pérola ao falar de feminismo e não-maternidade. Ontem, na estreia do Alexandra — documentário (!), eu descobri que não é só o jornalismo que nos une. Descobri que aquela experiência de busca de mais prazer na vida — q já tinha me tocado quando eu li o texto aqui no medium e depois na Zero e que abalou as estruturas da Província — é mais uma das coisas que nos aproximam. Me tocou muito ouvir no documentário que ela passou muito tempo da vida dentro de uma redação sem perceber a relação que tinha com o corpo, com a masculinização do corpo, com o não reparar mesmo. Porque eu fiz isso por uma década e tanto. Porque a maioria das pessoas também vive no automático sem se dar conta do que a gente é, pensa, sente, veste, esconde, expõe, verbaliza, transparece. A Ale é uma gringa inspiradora, que tem voz e paixão pelas coisas que faz e faz questão de mostrar isso falando com as mãos. A palavra de ontem foi agregar, e ontem eu ouvi e vi várias mulheres que eu conheço por outras relações pertinho de ti, Ale. E é muito bom saber que nossas conexões vão muito além do jornalismo. Devia ser tu nos sete graus de separação do Kevin Bacon. Vida longa a esse doc e ao que a gente aprende contigo 💙

