Juli Junqueira
Jul 24, 2017 · 3 min read

#5 novidades do Relacionamento Aberto

Responda sem pestanejar: o que tem e o que não tem em um relacionamento aberto?

Agora analise bem o que você pensou… (tenho cá minhas apostas)

Soou preconceituoso? Você soube responder de forma mais elaborada? Já viveu um relacionamento assim ou conhece alguém que seja genuinamente assim?

Para pessoas abertas (como eu), viver esse tipo de relacionamento mostra o quanto e difícil ser aceita pela sociedade, dita moderna e sem preconceitos, e pelos (muitos) pares que vamos encontrando por ai. Esse tipo de relação passou a ser uma ‘boa saída’ para o outro tipo de relação: aquela que já não queremos mais nos dias de hoje: presa e sempre cheias de tabus ou questões. Além de uma saída, uma bela desculpa para aqueles que não conseguem se “prender” a uma pessoa só… e aqui começam alguns equívocos

A boa notícia é que relações assim têm levantado questionamentos por todos os lados: há aqueles que as admiram, há aqueles que as demonizam. A notícia ruim é que tem-se banalizado os amores e os sentimentos dos parceiros, mesmo quando casuais, por falta de conhecimento profundo, vivência ou interesse no outro, ou melhor, por falta de responsabilidade ou respeito emocional (já tô escrevendo sobre isso, guenta ai).

Então vou agora falar de 5 coisas que você acha que não existe em relacionamentos abertos, mas que vão te deixar com uma curiosidade natural!

#1. Tem regras: o combinado não sai caro.

Regras existem para serem discutidas e, num relacionamento aberto suavizam a caminhada. Se algo foi combinado entre o casal e foi de comum acordo (aqui o comum acordo deve ser honesto) a tendência é que a relação siga sem crises severas.

Mas há a possibilidade de mudanças, certo?

Sempre haverá uma situação nova, uma vontade nova e um sentimento novo. Rever acordo é normal e saudável.

#2. Há ciúmes sim! Saiba lidar com ele.

“Se o amor é aberto e livre, não há ciúmes, né?”

Nope. Somos humanos relacionando entre si. Ciúmes não é, necessariamente, falta de confiança ou medo de perder o outro. Muitas vezes o ciúmes está ligado a como nos relacionamos conosco e com nossas escolhas. Pode estar na insegurança e na baixa autoestima, por exemplo. Se o ciúmes bater muito forte, faça um exercício de auto análise e veja se você tem certeza das suas escolhas.

#3. Individualidade e intimidade são coisas diferentes. Aprenda a delimitá-las!

Começo de relacionamento e você já faz xixi de porta aberta? Tudo bem! Isso é intimidade. Mas se você escolhe não fazer por qualquer motivo, tudo bem também! Isso é individualidade.

A diferença básica entre esses dois pontos é o respeito à decisão do outro. Aquilo que “me satisfaz” quando fazemos sozinhos deve ser aceito pele parceire. Discorda? Debata comigo =]

#4. As pessoas envolvidas sabem umas das outras!

Só não saberiam se fosse um acordo do casal. Mas tenho pra mim que se todos os envolvidos se conhecem a tranquilidade e confiança mútua aumentam. Essa é a pergunta que mais ouço quando falo em múltiplos parceiros.: mas eles sabem? Hehehe. #adorochocar

#5. Responsabilidade emocional: relacionamento aberto pode ser sério sim.

Toda relação entre seres humanos deve ser séria e comprometida com o momentos dos envolvidos. Daqui sai um baita texto, que estou escrevendo ainda.


Espero que você tenha lido até o final e revisitado alguns conceitos que você nem prestava atenção. Compartilhe comigo as suas histórias e impressões. O projeto, daqui pra frente, corre pleno.