Amor,

eu gosto quando tuas peculiaridades encontram as minhas e mesmo em meio a multidão, estamos sozinhos. e o estar sozinho jamais tem como significado a solidão. porque eu e você formamos o nó mais bonito de solitude. e mesmo que os ponteiros do relógio continuem a girar movimentando as correrias da vida, nós estaremos lá. às 20h21, agindo como se nenhum esteriótipo de dia da semana pudesse definir a quietude que mascara o universo por trás de estar contigo em um domingo a noite, em meio aquelas mesmas luzes que eu vejo sempre que me atraso na saída do trabalho. mas que quando fazem reflexo nos teus olhos, tem cor de carnaval. e mesmo que eu nem goste tanto assim de datas comemorativas, eu e você fechamos as ruas da cidade quinta-feira.

eu gosto de abandonar o peso das cobranças do mundo quando estamos a caminho de cada destino e de redescobrir o quanto pertenço ao teu abraço cada vez que voltamos. porque em meio a um trem lotado de histórias, nós temos nosso amor pra nos manter nessa viagem. nós temos nosso amor sempre que o tempo estiver fechado. nós temos nosso amor para não temer o tempo. nós temos nosso amor para esquecer o lado escuro do mundo enquanto conversamos sobre nossas lembranças andando lado a lado no horário mais perigoso para se vagar pela cidade.

eu gosto de acordar e lembrar que a tranquilidade existe e sempre dá um jeitinho de me fazer sorrir. eu gosto de saber que tua energia combina com a minha e que meu coração tem o lugar que sempre quis pra repousar, arquitetar os melhores planos e fazer suas melhores declarações.

porque é você a única certeza de que um dia tudo encontra seu equilíbrio.

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