Reciprocidade: A linguagem do amor

Jornais, revistas, propagandas, comércio e outdoors. Poderia mencionar infinitamente a quantidade de informação transmitida por ambos quando se trata de amor. O vermelho predomina. Há corações em contraste com o fundo branco da decoração e comerciais onde retratam o gosto do amado de maneira um tanto exótica. Imensos sorrisos e roupas caras em outdoors, os chocolates que tem seus infinitos sabores relembrados na época de dia dos namorados, como se revivêssemos a páscoa em um dia de semana qualquer. Os meios de comunicação possuem uma grande influencia na linguagem do amor que conhecemos. Há também a responsabilidade para aqueles que a limitam, como se precisássemos cada vez mais seguir um conjunto infinito de regras. Cria-se assim um convívio onde esquecemos que é possível criar algo muito mais bonito do que a monotonia.

Dedicado e inspirado no único capaz de provocar em mim as melhores sensações, o resultado da reciprocidade mais linda do mundo agora trata-se da minha, ou melhor, nossa linguagem do amor.

Qualquer adjetivo é identificado no teu cheiro. É como se o silêncio fosse capaz de escrever as mais belas poesias cada vez descanso a cabeça sobre teu peito. Traz aroma de tranquilidade e segurança. Lembra-me cada detalhe do teu corpo e o modo como me sinto como estamos próximos. Mais que adjetivo, teu cheiro é como poder viajar por todos os universos dos quais criamos.

Teus olhos são o conjunto de tudo o que envolve a argumentação. É de encontro a eles que confesso, mesmo calada, todas as vezes que pensei sobre você durante aquela interminável semana. Argumento-lhe todo o meu amor e afeto. Explico-lhe minhas angústias e concluindo ao final das premissas que és um céu cheio de estrelas. Uma visão celestial.

As estruturas das palavras encontram em seus lábios e no modo como analisamos uma a uma a partir do encontro com os meus. Teu sorriso é o melhor gênero literário. A saudade é como os acentos gráficos e tocar-te é como reler o mais belo poema de Vinicius de Moraes. Suas mãos entrelaçadas nas minhas são como um clássico da literatura brasileira e desse jeito, vamos formulando nosso próprio diálogo. És assim, incrível. Feito poesia, levo-te sempre na mente e no coração. És privilégio na gramática que chamamos de vida.

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