Transição II
Decisão

minha última foto com o cabelo recém feito química
Minha decisão de para com a química foi em dezembro (se minhas contas não estiverem erradas rs 8 meses atrás) e, olha tá sendo mais difícil do que eu pensava…
Diferentemente do processo natural, não surgiu de toda aquela movimentação da aceitação, confesso que fui resistente, o motivo? Um pequeno e seleto grupo da aceitação ao cachos que acreditavam na superioridade de quem se aceita com os cabelos naturais, como se as que alisavam (eu no momento) era fraca e/ou pior serem escravas de um sistema, do padrão de serem lisas
- Primeiro que é muito complicado o fator da “supremacia” somos a infância inteira ensinadas a reprimindo nosso volume, usando o cabelo sempre preso, etc…
- “Se libertar/aceitar” é algo bem mais complexo que apenas um decisão, tem um histórico muito maior que qualquer decisão unitária, somos ensinadas que como somos não é o correto.
- e o mais simples: NÃO QUEREMOS
E, sim o motivo 3 me fez pensar um bom tempo que cabelo cacheado é lindo, emponderador, é uma libertação, etc, mas eu não queria pois eu me gostava lisa, fazendo chapinha. Até que um dia lendo um texto que o título era: Crespas e Cacheadas que alisam já pensei logo MEU TEXTO, SAIAM, VOU POSTAR AGORA e citando a pensadora moderna Vittar, Pabllo (2017): Foi K.O. e, o motivo? A conclusão dizia o seguinte: sim eu sei como é meu cabelo, eu apenas não me identifico assim. Primeira reação foi: Sim!!!….sim? e ai veio a dúvida como eu não posso me identificar de algo que há quase metade da minha vida (sim, muito tempo) eu não tenho contato e assim começamos minha atual saga…..
