Das cartas que não precisam ser entregues

Seu nome tem a sonoridade mais bonita que já tive o prazer de ouvir. Figura no hall das minhas palavras preferidas (nunca te disse, mas sempre que puder diga “sex appeal” e “perspicácia”). Gosto do prazer de ouvir as letrinhas simples que juntas se tornam tão gostosas e formam esse nome cheio de significados. De vez em quando, sussurro baixinho pra lembrar como os fonemas viram poesia quase instantânea, mas gosto mesmo é de ouvir alguém falar em você: é como se seu nome viesse em câmera lenta, fico esperando para conhecer um pouco mais sobre você na perspectiva de outras bocas e olhos. Sou apaixonada pelo seu nome e Deus do céu, me diz, quem se apaixona por nomes?

Hoje passei o perfume que usei em nossos encontros e senti o peso de reviver tudo sem poder mandar uma mensagem dizendo o quanto aqui a saudade aperta. Da mesma forma, sonhei com você a noite toda, involuntário, e acordei sentindo sua presença gélida perto de mim por bastante tempo.

Você não combina com o tempo frio que faz por aqui. Lembra que te falei que você é brisa de verão ou no máximo um gramado verde de primavera?

Não fique por aqui, pois sei que não deve estar. Vá, que eu curto essa saudade contando a miúdo as lembranças e memórias que muito ficaram e ainda vão ficar.

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