Por que eu vim falar sobre Marca Pessoal

Quando comecei a me aventurar nesse universo digital e de mídias sociais para expor o meu trabalho, não imaginei os altos e baixos que a exposição online poderia gerar e que em algum momento eu me aprofundaria nesse tema.

Sou empreendedora por acaso (não foi planejado e também não empreendi por necessidade financeira). Graduei-me e após um breve (mas intenso) período de aprendizado e trabalho em uma incubadora, tive a oportunidade de me juntar a alguns loucos e fazer parte de uma aceleradora de startups em Belo Horizonte, da qual sou sócia atualmente.

A minha jornada de até então dois anos me fez amadurecer 20. Levei muita alfinetada (sendo bem branda no adjetivo) e me despi de todo o meu orgulho de ser criticada e de ter que mudar e melhorar a cada 20 milissegundos como pessoa e como empreendedora.

OK. Este não é um post sobre minha vida profissional.

Como disse, não fazia ideia de que mergulharia nesse tema e nem sequer sabia que ele existia um tempo atrás. Como de praxe na minha vida (desde criança, teimosa), sempre aprendi no erro para depois entender como se faz o certo.

Aconteceu então que, depois de um trabalho árduo e de conseguir adquirir confiança, comecei a me posicionar no meio empreendedor, a participar ativamente do ambiente de startups e naturalmente comecei a publicar (primeiramente sem grandes intenções) ativamente nas minhas redes sociais. Publicava um pouco mais sobre os eventos em que eu estava presente, notícias, opiniões, fotos de palestras que eu dava e aquilo caía como uma luva para o meu trabalho e aumentava a minha satisfação. É fato: quanto mais você se expõe, mais você atrai oportunidades para si. E a roda girava e alimentava mais ainda as minhas redes.

O que eu estava fazendo naquele momento era o chamado marketing pessoal. Ou seja, por meio dos canais de comunicação com o público, eu estava dizendo: Olha aqui, eu trabalho nessa área e a minha opinião é essa. Ei, você sabe com o que eu trabalho? Deixa eu te explicar melhor…Então, meu dia a dia é assim. Eu também dou palestras sobre esses temas. Hoje eu estou aqui, amanhã ali. Posso te ajudar sobre esse tema?

Não há nada de errado nisso. Eu não tinha a intenção de que aquilo fosse uma mensagem unilateral (sempre recebi muitos pedidos de ajuda e sempre os atendi feliz) e que não houvesse valor para quem acompanhasse as postagens. Era justamente o contrário. Eu gosto e tenho certa facilidade em traduzir o que é ‘restrito’ a um nicho para o público em geral. Acho interessante trabalhar a didática e a comunicação e apresentar assuntos de forma mais acessível.

O meu erro foi descobrir e intensificar o marketing pessoal antes de eu ter uma marca, antes de eu descobrir a minha identidade. Ou ainda, o meu grande erro foi descobrir e intensificar o marketing pessoal com a certeza de que a minha empresa era sinônimo da minha marca (explicarei melhor sobre isso depois).

Depois de descobrir que eu estava seguindo na direção errada com o pé no acelerador (e falo pra vocês que essa descoberta dói e faz você querer jogar tudo pro alto) um anjo caiu do céu (eles sempre aparecem no momento certo, é só você se manter com os olhos e ouvidos atentos ao seu redor). E num bate-papo na fila do supermercado no intervalo do meu MBA esse anjo me falou sobre o livro DNA Corporativo, da Lígia Fascioni. Foi aí o meu primeiro contato com o tema identidade (seja ela corporativa ou profissional) e, após isso, mergulhei fundo no mundo do Personal Branding ou Gerenciamento da Marca Pessoal.

Perceberam que eu comecei com o marketing antes de descobrir a minha marca? E eu precisei entrar em colapso, encontrar um anjo e estudar muito para frear com tudo, me descobrir, mudar a direção e seguir para outro caminho. Você não precisa fazer isso. Você pode começar no caminho certo. E eu espero que de alguma forma eu consiga te ajudar a descobrir e construir sua marca da maneira mais leve e natural possível por meio dos meus posts.

E tudo que eu disse aqui, também serve pra você empreendedor, que está fazendo a mesma coisa com a sua startup. Será que a sua empresa tem uma marca (não a visual, mas uma identidade clara) antes de você investir pesado no marketing digital? Espero que sim!


Originally published at julianasaldanha.com.br.

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